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De Goiás para o Brasil: Estado está se tornando um centro distribuidor de produtos para todo o País 


Empresário Victor Hugo Alvarenga em galpão que está sendo construído para abrigar centro de distribuição na região metropolitana de Goiânia (Foto: Fábio Lima)

Goiás está se tornando um centro distribuidor de produtos para todo o País. Com a expansão do e-commerce, grandes redes varejistas instalaram seus centros logísticos no Estado, principalmente em Goiânia, Aparecida e Hidrolândia, que já abrigam gigantes do ramo, como Casas Bahia, Magazine Luiza, Novo Mundo e Pague Menos. Mas outros municípios do interior também já sediam centros distribuidores de grandes marcas como Eletrosom, HC Varejo e Gazin.

Entre os principais motivos que levaram essas empresas a instalarem centros de distribuição em Goiás, está a localização geográfica centralizada, que facilita o envio de produtos para todas as regiões do País. Isso se tornou necessário com o crescimento das vendas pela internet. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estima que o volume de vendas online deve atingir R$ 79,9 bilhões este ano, um aumento de 16% em comparação a 2018.

Somente a Multipla Log, especializada na construção destes galpões para locação, chamados de “naves”, que possuem grande envergadura e alta tecnologia, já possui 19 deles no Estado, que somam cerca de 200 mil metros quadrados de área construída. Alguns chegam a ter mais de 50 mil metros quadrados. O empresário e engenheiro industrial Victor Hugo Alvarenga, da Multipla, diz que a empresa identificou essa demanda para instalação de centros de distribuição e hoje aluga para empresas como Casas Bahia, Pacheco, Martins e Magazine Luíza.

“O e-commerce é a grande promessa deste mercado, pois já responde por 25% das vendas e deve continuar crescendo”, acredita Victor Hugo. Segundo ele, mais uma destas naves para centro de distribuição, com 48 mil metros quadrados, está sendo construída em Hidrolândia, com previsão de entrega em junho. Outra com 50 mil metros começa a ser construída em Aparecida de Goiânia, no próximo mês de fevereiro. 

As empresas também são atraídas pelos incentivos fiscais do Estado, onde o setor conta com benefícios voltados para a instalação de central única de distribuição: o CentroProduzir e o Progredir, um subprograma do Produzir, além da concessão de crédito outorgado. Mas, atualmente, apenas sete grande centros de distribuição instalados no Estado contam com o benefício fiscal: 5 no CentroProduzir e 2 no Progredir.

Em Goiás, a taxa de vacância destes galpões costuma oscilar entre 10% e 11%, praticamente metade da média nacional de 20%. “Nossos galpões foram locados ainda durante a construção”, ressalta o engenheiro. Segundo ele, há uma forte tendência de redução dos pontos comerciais ou lojas físicas e aumento de áreas de centros de distribuição. “O avanço do varejo.com tem impactado o crescimento das operações logísticas no País”, completa.

Agilidade

A rede Novo Mundo conta com um moderno centro de distribuição de 100 mil metros quadrados, em Goiânia, na saída para Anápolis, que atende as operações de e-commerce e das lojas físicas. Hoje, o comércio eletrônico já responde por 33% das vendas. Para o empresário Carlos Luciano Martins Ribeiro, presidente do Grupo Novo Mundo, Goiás tem vocação para ser um centro distribuidor para todo País e precisa continuar explorando isso. “Vendemos para todo Brasil e os produtos partem de Goiânia”, destaca.

Ele explica que essa localização traz a vantagem de atender o consumidor num nível de serviço imbatível. “Quem compra pela internet, pode retirar na loja em menos de duas horas. Já quem compra na loja hoje, recebe no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte”, garante. De acordo com o empresário, 10% dos produtos comprados pelo e-commerce já são retirados diretamente nas lojas. 

O centro de distribuição da Novo Mundo gera 515 empregos diretos e já tem projeto de ampliação para uma área anexa, dobrando o espaço destinado aos produtos do e-commerce. “A distribuição a partir de Goiás é importante porque a gente deixa aqui um imposto que iria para outro estado”, ressalta Carlos Luciano.
Em 2014, a rede Pague Menos também inaugurou um centro de distribuição, às margens da BR-153, no município de Hidrolândia, o terceiro no País e um dos maiores do varejo farmacêutico da América Latina. Atualmente, a Pague Menos conta com outros quatro centros: em Fortaleza (CE), Jaboatão dos Guararapes (PE) e Simões Filho (BA). O empreendimento recebeu investimentos de R$ 60 milhões, tem 50 mil metros quadrados de área construída e uma capacidade de armazenagem de 400 mil metros cúbicos, que abastecem as lojas das regiões Centro-Oeste, Sul, Sudeste e parte da região Norte. 

 

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