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Empresas pernambucanas inventam picolé de cerveja 

Com a chegada do verão e a proximidade do Carnaval, duas empresas pernambucanas se uniram para lançar um picolé de cerveja.

O produto será comercializado a partir desta quinta-feira (9) em 24 pontos de venda em Pernambuco. A estimativa é de que, até o fim do Carnaval, 30 mil unidades sejam vendidas.

A invenção é da tradicional sorveteria pernambucana Frisabor, com 62 anos no mercado, e da cervejaria artesanal Ekäut, presente em quatro estados nordestinos e com operações iniciadas em 2016.

A cerveja escolhida para ser tomada no palito foi a do tipo IPA, bastante encorpada, com amargor alto e sabor frutado. O teor alcoólico do picolé é de 3,25%. Em média, uma cerveja do estilo lager, a mais consumida mundialmente, tem entre 4,5% e 5%. 

O diretor-executivo da Ekäut, Diogo Chiaradia, explica que o picolé de cerveja não leva leite: a base é água.

“Fizemos a opção de usar um produto mais marcante. É realmente uma cerveja no palito. O leite poderia mascarar o gosto”, diz Diogo.

Ele argumenta que um sabor muito leve poderia não transmitir a sensação de uma cerveja artesanal.

Foram quatro meses de estudos e simulações com concentrações diferentes até a invenção virar realidade.

O picolé, que será vendido ao preço de R$ 7, tem 60 ml. “A nossa cerveja tem 500 ml. Um picolé representa uma quantidade bem menor”, afirma Diogo.

O diretor-geral da Frisabor, Gustavo Neves, diz que o picolé não tem aroma e nem conservante. “O que fizemos foi pegar a cerveja Ekäut e colocar no palito.”

Ele explica que todo o processo até chegar no produto final foi complexo por apresentar algumas especificidades. “Tivemos a participação ativa do nosso mestre sorveteiro que trabalha com a gente há 52 anos. O consumidor precisa ter a sensação de que ele está tomando uma cerveja gelada. É preciso colocar os ingredientes absolutamente na quantidade certa.”

Gustavo ressaltou que o produto só será vendido mediante apresentação de carteira de identidade para comprovação de que o consumidor é maior de 18 anos.

“Temos um nome a zelar. A gente pensou muito antes de entrar nessa categoria adulta.”

Nos pontos de venda, os picolés serão acondicionados em freezers separados dos demais produtos.

As duas empresas pretendem reforçar os pontos de comercialização nas proximidades dos focos carnavalescos pernambucanos.

No entanto, a ideia é aumentar a variedade de sabores e vender os picolés de cerveja durante todo o ano.

 

07/01/2020 - Follha de São Paulo  
 

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