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Usuários aprovam 5G em Goiás, mas sinal ainda é para poucos 

A tecnologia 5G já é realidade na telefonia móvel brasileira, pelo menos para quem já possui um aparelho celular compatível com ela. Goiânia está entre as 12 capitais brasileiras que já contam com o sinal e o usuários que já estão usufruindo dela elogiam, principalmente, a velocidade de transmissão de dados, que é 20 vezes mais rápida que no 4G. O problema é que nem todas as regiões estão cobertas pelo sinal e somente 5% dos aparelhos celulares em uso já são compatíveis com a tecnologia.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alerta que para usar o 5G é preciso ter um aparelho e chip compatíveis com a tecnologia. Atualmente, existem 84 modelos de telefones celulares (smartphones) 5G certificados e homologados pela Anatel, um pré-requisito ao uso e comercialização no Brasil. Antes de adquirir um aparelho, o consumidor precisa verificar o código de homologação estampado no chassi (ou no manual do produto) e consultar a sua operadora sobre a compatibilidade do produto à rede. 

O sinal 5G chegou à Goiânia em meados do mês de agosto. Mas clientes de qualquer operadora só têm a chance de usufruir na nova tecnologia nos setores Sul, Bueno, Pedro Ludovico, Oeste, Bela Vista, Marista e Nova Suíça, que já contam com o sinal de todas. Outros bairros da cidade já têm sinal, mas não de todas as operadoras. Clientes da TIM, por exemplo, podem captar o sinal em 130 bairros, os da Vivo em 14 bairros e os da Claro em 11 bairros.

A vendedora Kelly Rodrigues de Moraes passou a utilizar o sinal 5G depois de ganhar um celular novo. Ela conta que, quando está num local coberto por sua operadora, a qualidade do serviço é incomparável. “É muito diferente das tecnologias anteriores. Envio fotos e arquivos de forma quase instantânea e baixo vídeos com muito mais rapidez”, garante. Para Kelly, o único problema é que o sinal não chegou a todos os lugares da cidade. “Não tenho em casa e nem no trabalho. Só na faculdade e na rua mesmo”, destaca.

O gerente de marketing digital Gabriel Pontes já tinha um aparelho compatível com 5G antes mesmo da tecnologia chegar à capital. Ele comemora o fato de já contar com um bom sinal em casa e no trabalho, o que tem ajudado a agilizar seu trabalho no meio digital e a otimizar sua rotina. “Me deu muito mais agilidade para envio e recebimento de material. Sem dúvida, ficou bem mais fácil trabalhar”, avalia o gerente.

Interferências

A Anatel garante que os usuários que não possuem um aparelho compatível com 5G não perceberam qualquer interferência positiva ou negativa em seu sinal de telefonia. “A tecnologia foi desenvolvida seguindo parâmetros da Agência de forma a não interferir em outros aparelhos”, destaca o professor de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), Leonardo Guedes. Isso significa que sinais espúrios em outras faixas de frequência só ocorrem em caso de defeito de fabricação das antenas 5G.

Mas pode acontecer de algumas antenas parabólicas absorverem uma frequência que não deveriam. O problema é que tanto o sinal de TV captado pelas parabólicas quanto o 5G operam na banda C em frequências próximas, o que pode causar interferências na imagem e som do televisor. Neste caso, o professor explica que é preciso trocar o filtro do equipamento ou a própria antena, caso o filtro já esteja acoplado à ela de fábrica. “Mas este segundo caso só ocorre em sistemas mais antigos. Nem todo mundo que utiliza uma parabólica sentirá interferência”, explica Leonardo.

Interferências

A Anatel garante que os usuários que não possuem um aparelho compatível com 5G não perceberam qualquer interferência positiva ou negativa em seu sinal de telefonia. “A tecnologia foi desenvolvida seguindo parâmetros da Agência de forma a não interferir em outros aparelhos”, destaca o professor de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC), Leonardo Guedes. Isso significa que sinais espúrios em outras faixas de frequência só ocorrem em caso de defeito de fabricação das antenas 5G.

Mas pode acontecer de algumas antenas parabólicas absorverem uma frequência que não deveriam. O problema é que tanto o sinal de TV captado pelas parabólicas quanto o 5G operam na banda C em frequências próximas, o que pode causar interferências na imagem e som do televisor. Neste caso, o professor explica que é preciso trocar o filtro do equipamento ou a própria antena, caso o filtro já esteja acoplado à ela de fábrica. “Mas este segundo caso só ocorre em sistemas mais antigos. Nem todo mundo que utiliza uma parabólica sentirá interferência”, explica Leonardo.

 

 

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